Cadê você? Desço as cortinas para chorar
26 de Novembro de 2021 às 07:14
Cadê você?  Desço as cortinas para chorar
Oliveira Junior relembra, com saudade, em sua coluna de hoje, lembranças da Copa Santiago, cuja edição de 2022 foi cancelada nessa semana.

Sem ser saudosista, mas, já sendo, me vem à baila a música do cantor mineiro e compositor, Moacir Franco, que entre tantos sucessos, brindou seu grande público com a conhecidíssima música, “Cadê você”. Pois lembrando ou cantando essa música, uma vez que sempre gostei e gosto de cantar, a referida letra diz “Sua ilusão entra em campo num estádio vazio, uma torcida de sonhos aplaude talvez. O velho atleta recorda as jogadas felizes, mata a saudade no peito, driblando a emoção. Hoje outros craques repetem as suas jogadas. Ainda na rede balança seu último gol. No campeonato da recordação faz distintivo do seu coração, e as jogadas da vida, são bolas perdidas, que o craque do tempo chutou. Cadê você, cadê você, você passou, o que era doce e o que não era se acabou”.

Rememorei essa música, enquanto me passou no vídeo da minha mente, cada lance, cada detalhe do imortal Torneio Internacional Romeu Goulart Jacques e depois, Copa Santiago promovida pelo nosso sempre querido Cruzeiro de Santiago. Como residíamos na terra dos poetas e labutava nas emissoras locais, lembro que nos meses de agosto e setembro, eu já tinha comercializado com as empresas santiaguense, os chamados patrocínios para a transmissão do evento. E a empresa Gorski Andres sempre estava na lista. Claro, era a empresa do nosso idolatrado José Francisco Gorski, ”Chicão”. O envolvimento do saudoso dirigente e atleta, o seu Nery com sua Brasília, e inumeráveis nomes de desportistas da terra, era incrível. E com respeito menciono aqui o nome da também saudosíssima Heloisa Gorski, esposa do Chicão, a qual se encarregava, digamos da parte cênica, artística, que era o “show de abertura” do evento. Era de arrepiar a alma.

E um jovem criado desde a infância dentro do cruzeiro, é o Maninho Durgante. O tempo foi passando, tantos nomes importantes estiveram à frente da diretoria estrelada, assim como chegou a vez do maninho, pessoa simples, de amável trato com todos, tomar as rédeas do nosso imponente evento esportivo. Eu tenho certeza, qualidades e dedicação não faltam ao Maninho Durgante, mas a gente sabe que as adversidades dos últimos tempos, travam não só o esporte, mas tantas frentes.

Maninho, minha consideração, força e reconhecimento ao teu dedicado trabalho feito de coração ao Cruzeiro, camisa que vestiste em campo tantas vezes, e eu também te aplaudi. Vamos todos fazermos uma corrente positiva para que em 2023, a 33ª edição do nosso consagrado evento Internacional venha com força máxima, e a galeríssima estará nas arquibancadas soltando o grito outra vez. Não é mesmo meu querido amigo Gecão, ex-presidente cruzeirista? Desço as cortinas dessa coluna, porque mesmo sendo um cara descontraído, em se tratando da Copa Santiago, não tem como, a saudade nos faz chorar.

Direto da Serra gaúcha, Oliveira Junior.