A tigela de madeira
16 de Abril de 2021 às 08:30
A tigela de madeira
Nesta sexta-feira, Nolfeu Barbosa traz em sua coluna um belo conto que nos leva a refletir sobre a questão de valorizarmos as pessoas, em especial, os nossos pais.

Um senhor de idade foi morar com seu filho, a nora e o netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes. A família comia reunida à mesa, mas as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, o leite era derramado na toalha da mesa. O filho e a nora irritavam-se com a bagunça.

- Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai – disse o filho.

- Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão – concordou a nora.

Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha.

Ali, o avô comia sozinho, enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação. Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira. Quando a família olhava para o avô sentado, ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida caírem ao chão. O menino assistia a tudo em silêncio. Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente ao menino:

- O que você está fazendo?

O menino respondeu, docemente:

- Ah, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer.

O garoto sorriu e voltou ao trabalho.

Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família. Dali em diante, e até o final de seus dias, ele comeu todas as refeições com a família. E, por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, o leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.

REFLEXÃO:

Não importa o tipo de relacionamento que você mantenha com seus pais, o inevitável é que você sentirá falta deles quando partirem. Cuide bem deles, ame-os, dispense a eles o máximo de tempo e atenção possíveis, para não ter arrependimentos futuros.

PARA DESCONTRAIR:

GAÚCHO NO RESTAURANTE

O gaúcho está comendo no balcão de um restaurante de estrada, no interior de São Paulo, quando entram três motoqueiros cariocas, tipo "Abutres" (aqueles caras que vestem roupas de couro preto, cheias de coisas cromadas e que gostam de mostrar sua força quando estão em bando). O primeiro vai até o gaúcho, apaga o cigarro em cima do bife dele e vai sentar na ponta do balcão. O segundo vai até o gaúcho, cospe no copo dele e vai sentar na outra ponta do balcão. O terceiro vira o prato do gaúcho e também vai sentar na outra ponta do balcão. Sem uma palavra de protesto, o gaúcho levanta-se, põe o chapéu e vai embora. Depois de um tempo, um dos motoqueiros diz ao garçom:

- Esse gaúcho não era macho!

E o garçom, secando um copo:

- E nem bom motorista... Acabou de passar com o SCANIA dele em cima de três motos que estão lá fora!!!


Por Nolfeu Barbosa