Lendas do Natal
25 de Dezembro de 2020 às 09:07
Lendas do Natal
Nesta sexta, por ocasião das comemorações do Natal, a coluna do Barbosa resgata as lendas que deram origem a alguns símbolos natalinos.

O PINHEIRO DE NATAL

Conta a história que, na noite de Natal, junto ao presépio se encontravam três árvores: uma tamareira, uma oliveira e um pinheiro. As três árvores, ao verem Jesus nascer, quiseram oferecer-lhe um presente. A oliveira foi a primeira a oferecer, dando ao menino Jesus as suas azeitonas. A tamareira, logo a seguir, ofereceu-lhe as suas doces tâmaras. Mas o pinheiro, como não tinha nada para oferecer, ficou muito infeliz. As estrelas do céu, vendo a tristeza do pinheiro, que nada tinha para dar ao menino Jesus, decidiram descer e pousar sobre os seus galhos, iluminando e enfeitando o pinheiro que, assim, se ofereceu ao menino Jesus. A partir daí nasceu a árvore de Natal!

A VELA DE NATAL

Era uma vez um sapateiro pobre, que vivia em uma cabana, perto de uma humilde aldeia. Como ele gostava de ajudar os viajantes que passavam junto à sua casa, durante a noite, o sapateiro deixava uma vela acesa na janela de sua casa, para lhes iluminar o caminho. Ocorreu uma grande guerra, ocasionando a partida de quase todos os jovens, deixando a aldeia mais triste e solitária. Ao verem a persistência daquele pobre sapateiro, que continuava a viver sua vida cheia de esperança e bondade, as pessoas da aldeia decidiram imitá-lo. E, na noite da véspera de Natal, todos acenderam uma vela em suas casas, iluminando, assim, toda a aldeia. À meia-noite, os sinos da igreja começaram a tocar, anunciando a boa notícia: a guerra tinha acabado e os jovens regressavam às suas casas! Todos gritaram: “É um milagre! É o milagre das velas!” A partir daquele dia, acender uma vela na véspera de Natal tornou-se uma tradição em quase todas as casas.

AS RENAS DO PAPAI NOEL

O mito das renas do Papai Noel foi criado na Europa do século XIX, a partir do costume que havia em países como o Canadá, Alasca, Rússia, Escandinávia e Islândia, onde as pessoas se deslocavam na neve, usando trenós puxados por renas. As renas do Papai Noel são especiais, pois podem voar, de modo a que ele possa entregar os presentes, no dia certo e sem atrasos, a todas as crianças do mundo inteiro. Na tradição Anglo-saxónica, o trenó do Papai Noel era puxado por oito renas. Os seus nomes são: Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen ou, em português, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago. A rena Rudolph ou Rodolfo, que acabou por ser a mais conhecida, só mais tarde integrou o grupo (1939). Conta-se que o Papai Noel, ao chegar a uma das casas para entregar os presentes, encontrou por acaso a rena Rodolfo, que era diferente das suas, pois tinha um nariz vermelho e luminoso. Como nessa noite o nevoeiro era muito intenso, o Papai Noel pediu a Rodolfo que se juntasse a ele e liderasse as suas renas, de modo a que não se perdessem pelo caminho. A partir daí, Rodolfo passou a ser a rena que guia o trenó do Papai Noel em todos os Natais.


Por Nolfeu Barbosa