Coluna: Geral RS

Quadrilha que dopava idosos para aplicar golpes financeiros no RS é alvo de operação policial
08 de Abril de 2026 às 11:31
As investigações apontam que cerca de 19 idosos procuraram a Delegacia de Polícia de Proteção ao Idoso para registrar ocorrência. Foto: Polícia Civil/Divulgação
As investigações apontam que cerca de 19 idosos procuraram a Delegacia de Polícia de Proteção ao Idoso para registrar ocorrência. Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira a Operação Fantoccio, que tem como alvo uma quadrilha suspeita de aplicar golpes contra idosos no Estado. Até o momento, pelo menos cinco pessoas foram presas.

A investigação apura crimes de estelionato e associação criminosa. Conforme a polícia, o grupo se passava por instituições financeiras para abordar vítimas, principalmente idosos, oferecendo falsas propostas de renegociação de dívidas.

De acordo com a apuração, os suspeitos utilizavam um esquema estruturado para obter dados pessoais das vítimas. Após o contato inicial, eles fotografavam documentos e coletavam informações, que eram usadas para abertura de contas bancárias, contratação de empréstimos e realização de compras, tudo sem o conhecimento dos idosos.

Em alguns casos, as vítimas eram dopadas pelos criminosos durante os encontros. Com isso, o grupo conseguia agir com ainda mais facilidade para acessar dados e concretizar as fraudes.

As investigações apontam que cerca de 19 idosos procuraram a Delegacia de Polícia de Proteção ao Idoso para registrar ocorrência. No entanto, a partir de documentos apreendidos, a polícia estima que pelo menos 400 pessoas tenham sido vítimas do esquema.

Também foram apontados episódios de violência e intimidação. Um idoso teria sido agredido após procurar a Polícia Civil, enquanto outras vítimas relataram ameaças sofridas em suas próprias residências, com o objetivo de impedir denúncias contra a organização criminosa.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre. A ação busca identificar outros possíveis envolvidos e reunir mais provas, como celulares, documentos e outros materiais de interesse para o andamento das investigações.

A Polícia Civil segue com as diligências ao longo da manhã. 

Fonte: Rádio Santiago.

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