Coluna: COLUNA DO BARBOSA

Seleção de textos
01 de Julho de 2022 às 10:37
Entretenimento, diversão e cultura são coisas que nunca faltam na Coluna do Barbosa. Para esta sexta-feira, 01 de julho, Nolfeu Barbosa selecionou três belos textos para reflexão. Confira!
Entretenimento, diversão e cultura são coisas que nunca faltam na Coluna do Barbosa. Para esta sexta-feira, 01 de julho, Nolfeu Barbosa selecionou três belos textos para reflexão. Confira!

O ANEL (Autor desconhecido)

Um aluno chegou a seu professor com um problema:
- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem que não sirvo pra nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer, para que me valorizem mais?
O professor, sem olhá-lo, disse:
- Sinto muito, meu jovem, mas agora não posso ajudá-lo, devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois...
E, fazendo uma pausa, falou:
- Se você me ajudar, eu posso resolver meu problema com mais rapidez e depois, talvez, possa ajudar você a resolver o seu.
- Claro, professor, - gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado.
O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao garoto e disse:
- Monte naquele cavalo ali e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até que o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam de perto, sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e mais uma de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro, e recusava as ofertas. Depois de oferecer a joia a todos que passavam pelo mercado e, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e, também assim, podendo
receber sua ajuda e conselhos.
Entrou na casa e disse:
- Sinto muito, professor, mas é impossível de conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor real desse anel.
- Importante o que me disse, meu jovem, - contestou, sorridente, o professor. - Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com o meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou a joia e disse:
- Diga ao seu professor que, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
- 58 MOEDAS DE OURO?!!! - exclamou o jovem.
- Sim, - replicou o joalheiro -, eu sei que, com tempo, eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...
O jovem correu, emocionado, à casa do professor para contar o ocorrido.
- Senta, - disse o professor, e depois de ouvir tudo o que o jovem lhe contou, disse:
- Você é como esse anel, uma joia valiosa e única. Só pode ser avaliada por um especialista. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?
E, dizendo isso, voltou a colocar o anel no dedo.

REFLEXÃO
“Algumas pessoas são como essa joia. Valiosas e únicas, e andam por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes ou ignorantes os valorizem. Repense o seu valor! Somente Deus pode avaliá-lo com justiça"


PEGADAS NA AREIA

Uma noite eu tive um sonho. Sonhei que estava andando na praia com Deus e, através do Céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia; um era meu e outro do Senhor. Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida havia apenas um par de pegadas na areia. Notei também, que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me deixou deveras triste. Perguntei, então, ao Senhor:
- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que eu resolvi Te seguir, Tu andarias sempre comigo, todo o caminho, mas notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia na areia dos caminhos da vida, apenas um par de pegadas. Não compreendo porque, nas horas que mais necessitava de Ti, Tu me deixaste.”
O Senhor me respondeu:
- Meu precioso filho. Eu te amo e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, foi exatamente aí que Eu, nos meus braços... te carreguei...


O ANALFABETO POLÍTICO (Bertold Bretch)

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha. do aluguel, do sapato, e do remédio, dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.”

Seleção de textos feita por Nolfeu Barbosa.

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