Coluna: COLUNA DO BARBOSA

Erros comuns de Português
20 de Maio de 2022 às 09:51
Além de descontrair com piadas ou com belos textos para reflexão, a coluna semanal de Nolfeu Barbosa também traz dicas importantes sobre a nossa língua portuguesa.
Além de descontrair com piadas ou com belos textos para reflexão, a coluna semanal de Nolfeu Barbosa também traz dicas importantes sobre a nossa língua portuguesa.

Eu já falei, aqui na coluna, o quão difícil é falar e escrever bem o português. Hoje eu trago outras palavras que atrapalham as pessoas, quer seja na hora de falar ou de escrever. Vamos a elas:

- “Entre eu e você”.
O correto, segundo os especialistas, é usar "entre mim e você" ou "entre mim e ti". Depois de preposição, deve-se sempre usar "mim" ou "ti".
Por exemplo: Entre mim e você não há segredos.

- “Há” ou “a”.
"Há", do verbo haver, indica passado e pode ser substituído por "faz".
Por exemplo: Há dez anos que nos conhecemos. Faz dez anos que nos conhecemos. Já o "a" faz referência à distância ou a um momento no futuro.
Por exemplo: O hospital mais próximo fica a 15 quilômetros.
As eleições presidenciais acontecerão daqui a alguns meses.

- “Há muitos anos”, “muitos anos atrás” ou “há muitos anos atrás”.
Usar "há" e "atrás" na mesma frase é uma redundância, já que ambas indicam passado. O correto é usar um ou outro.
Por exemplo: A erosão da encosta começou há muito tempo.
O romance começou muito tempo atrás.
Sim, isso quer dizer que a música “Eu nasci há dez mil anos atrás”, de Raul Seixas, está incorreta.

- "Para mim" ou "para eu"
Os dois podem estar certos, mas, se você vai continuar a frase com um verbo, deve usar "para eu".
Por exemplo: Cláudia trouxe bolo para mim.
Fernando pediu para eu curtir as postagens dele.

- "Impresso" ou "imprimido".
A regra é simples: com os verbos "ser" e "estar", use "impresso".
Por exemplo: Camisetas com o slogan do grupo foram impressas para a manifestação.
Mas com os verbos "ter" e "haver", pode usar "imprimido".
Por exemplo: Só quando cheguei ao trabalho percebi que tinha imprimido o documento errado.

- "Aquele" com ou sem crase.
Em vez de escrever "a aquele", "a aqueles", "a aquela", "a aquelas" e "a aquilo", use "àquele", "àqueles", "àquela", "àquelas" e "àquilo".
Por exemplo: Marina deu o número de telefone dela àquele rapaz.

- "Mal" ou "mau".
"Mal" é o oposto de "bem", enquanto que "mau" é o contrário de "bom". Na dúvida sobre qual usar? Os especialistas recomendam substituir o advérbio pelo seu oposto na frase e ver qual faz mais sentido.
Por exemplo: Ele chegou de bom humor. Ele chegou de mau humor.

- “Obrigado” e “Obrigada”.
Essa é fácil de guardar na memória. Quando a pessoa que está agradecendo é do sexo masculino, deve dizer sempre “Obrigado”, não importando o sexo da pessoa à qual estamos agradecendo. E, quando a pessoa que agradece for do sexo feminino, deve dizer sempre “Obrigada”, mesmo que a outra parte seja um homem ou um grupo de pessoas.

- "Ao invés de" ou "em vez de"
"Ao invés de" significa "ao contrário" e deve ser usado apenas para expressar oposição.
Por exemplo: Ao invés de virar à direita, virei à esquerda.
Já "em vez de" tem um significado mais abrangente e é usado, principalmente, como a expressão "no lugar de". Mas ele também pode ser usado para exprimir oposição. Por isso, os linguistas recomendam usar "em vez de" caso esteja na dúvida.
Por exemplo: Em vez de ir de ônibus para a escola, fui de bicicleta.

- "Vir", "Ver" e "Vier".
A conjugação desses verbos pode causar confusão em algumas situações, como, por exemplo, no futuro do subjuntivo. O correto é "quando você o vir", e não "quando você o ver".
Já no caso do verbo "ir", a conjugação correta desse tempo verbal é "quando eu vier", e não "quando eu vir".

OBS.: O verbo vir é um verbo muito irregular, talvez seja por isso que as pessoas errem tanto na sua conjugação. Você já deve ter ouvido, no rádio ou na TV, alguém dizendo as seguintes frases:
Diga que ele pode “vim”. O correto é: >>> Diga que ele pode vir.
Deixa ele “vim” contigo. >>> O correto é: Deixa ele vir contigo.
Esse é um erro grave, pois a conjugação “vim” só se aplica a nós mesmos:
Eu vim de ônibus. Eu vim de táxi. Hoje eu vim mais cedo.

- “Tem” ou “têm”.
Tanto "tem" como "têm" fazem parte da conjugação do verbo "ter" no presente. Mas o primeiro é usado no singular e, o segundo, no plural.
Por exemplo: Você tem medo de viajar. Eles têm medo de viajar.

OBS.: Sobre o verbo “ter”, cabe ressaltar que algumas pessoas têm uma grande dificuldade em conjugar os seus derivados: deter, manter, conter, etc...
Você já deve ter ouvido alguém falar: “se ele manter a forma” ou se ele deter o meliante. O correto é: “se ele mantiver a forma”, “se ele detiver o meliante”.

OBSERVAÇÃO FINAL:
A minha intenção, ao abordar temas de português aqui na coluna, é apenas auxiliar aos amigos e leitores que têm alguma dificuldade com a língua pátria. E, se você quiser ler as colunas anteriores, basta entrar no site Santiago News, descer até a “Coluna do Barbosa” e clicar em “mais artigos”. Ali você poderá ler todas as colunas que já foram publicadas no site, incluindo aquelas sobre português. Ah, você poderá reler, também, as piadas que já foram publicadas. Até a próxima semana!

Por Nolfeu Barbosa.

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