Os idosos (Nolfeu Barbosa)
03 de Novembro de 2023 às 08:27
Os idosos (Nolfeu Barbosa)
O mais recente censo demográfico realizado no Brasil apontou um aumento no número de idosos, significando um aumento na expectativa de vida dos brasileiros. É com esse assunto que Nolfeu Barbosa abre a sua coluna de hoje.

De acordo com o último Censo do IBGE, o número de idosos no Brasil cresceu quase 60% nos últimos 12 anos. O Censo apurou que o país possui mais de 22 milhões de pessoas acima dos 65 anos, o que corresponde a quase 11% do total de habitantes. O Censo revela, ainda, que nosso país tem 6 milhões de mulheres a mais que homens. No Brasil, as mulheres têm expectativa de viver sete anos a mais do que os homens, que estão mais sujeitos a mortes violentas. Isso contribui para uma nova realidade divulgada pelo IBGE: o Brasil está cada vez mais feminino. Para cada 100 mulheres, existem 94 homens no país. No Censo anterior, eram 96.
Até a década passada, nasciam 3 milhões de crianças por ano no Brasil, agora nascem em torno de 2,5 milhões de crianças, o que aponta uma diferença de 500 mil crianças a menos por ano. “Isso define o ritmo de crescimento populacional e o ritmo do envelhecimento populacional do Brasil”, segundo Izabel Guimarães Marri, gerente de análise da dinâmica demográfica do IBGE.
O novo mapa demográfico aponta que a região Norte é a mais jovem do país, sendo que, em Roraima, quase um terço da população tem menos de 14 anos. Já as regiões Sul e Sudeste possuem as populações mais envelhecidas. O Rio Grande do Sul tem o maior percentual de pessoas acima dos 65 anos, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.
As curiosidades do novo mapa são a cidade de Santos, em São Paulo, com a maior desigualdade entre os sexos, já que, para cada 100 mulheres tem menos de 83 homens. Por outro lado, a cidade de Coqueiro Baixo, no Rio Grande do Sul, é a que tem o maior índice de envelhecimento do país, com 30% de pessoas acima dos 65 anos.
A expectativa de vida do brasileiro, nos anos de 1940, era de apenas 45,5 anos de idade. A população brasileira vive hoje, em média, 31,5 anos a mais do que em meados do século passado. O último censo aponta que essa expectativa cresceu bastante, e hoje chega aos 77 anos de vida.
Claro que vários fatores contribuíram para isso, como a descoberta de novos medicamentos e novos tratamentos médicos. Além disso, hoje as pessoas têm consciência dos cuidados necessários com a própria saúde e seu bem estar. Elas se cuidam melhor, vão ao médico regularmente, fazem exames periódicos, praticam exercícios diariamente, pois sabem que, para ter uma vida plena e satisfatória, é necessário fazer a sua parte.

Fonte de consulta: IBGE

SEJA FELIZ SEMPRE
Ame como se ninguém nunca houvesse feito você sofrer. Trabalhe como se não precisasse do dinheiro. Dance como se ninguém estivesse olhando. Cante como se ninguém estivesse ouvindo. Viva como se vivesse no paraíso.
Curta o que de melhor a vida lhe oferece, com toda intensidade, como se hoje fosse o seu último dia na terra. A vida muitas vezes é curta, mas mesmo assim seu caminho é longo. Nela, aprendemos a sorrir, chorar, amar, sofrer e a renascer para amanhecer e termos um lindo dia.
Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje; o ontem já passou e o amanhã talvez não chegue. Seja feliz sempre!

A DIFERENÇA
Um escritor morava numa praia tranquila, junto a uma colônia de pescadores. Todas as manhãs, ele passeava à beira-mar para buscar inspiração, e, à tarde, ficava em casa, escrevendo.
Um dia, caminhando pela praia, viu um vulto que parecia dançar. Ele foi ao encontro desse vulto e, ao aproximar-se, encontrou um menino pegando as estrelas-do-mar da areia e jogando-as, uma por uma, de volta ao oceano.
- Porque está fazendo isso? - perguntou o escritor.
- Você não vê? - disse o garoto - A maré está baixa e o sol muito quente. Elas secarão com o calor, vão morrer se ficarem aqui.
- Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas por elas. Você joga umas poucas de volta ao oceano... Que diferença isso faz? - indagou o escritor.
O garoto pegou mais uma estrela da areia, jogou-a no mar, olhou dentro dos olhos do escritor e disse:
- Para essa... eu fiz a diferença.

REFLEXÃO:
Não importa se o que estamos fazendo vai resolver todos os problemas do mundo. O que interessa é que estejamos fazendo sempre o nosso melhor. Isto é fazer diferença.

CORAÇÃO NÃO É GAVETA!
Como nascem as doenças...
- Engole o choro!
- Engole sapo!
- Cala a boca!
- Cala o peito...
Mas o corpo fala, e como fala! Fala a ponta dos dedos batendo na mesa... Falam os pés inquietos na cama... Fala a dor de cabeça. Fala a gastrite, o refluxo, a ansiedade. Fala o nó atravessado na garganta. Fala a angústia, fala a ruga na testa. Fala a insônia, o sono demasiado... Você se cala, mas o falatório interno começa. As pessoas adoecem porque cultivam e guardam as coisas não digeridas dentro de seus corações... Expressar-se tranquiliza a dor. Dor não é pra sentir para sempre... Dor é vírgula! Então escreve uma carta, um poema, um livro. Canta uma música. Pega as sapatilhas, sapateia. Faz piada, faz texto, faz quadro, faz encontro com amigos, nem que seja virtual... Faz corrida no parque. Fala pro seu analista, fala pra Deus... Se pinta de artista! Conversa sozinho, papeia com seu cachorro, solta um grito pro céu, mas não se cale!!! Pois se você “engolir tudo que sente, no final, você se afoga!” E nunca guarde mágoas, pois o coração não é gaveta...

Por Nolfeu Barbosa.