Saúde mental (Nolfeu Barbosa)
13 de Outubro de 2023 às 09:17
Saúde mental (Nolfeu Barbosa)
Como está a sua saúde mental? Você sabe do que se trata isso? Em alusão ao Dia Internacional da Saúde Mental, Nolfeu Barbosa abre a coluna desta sexta, dia 13, trazendo uma breve explicação sobre este assunto.

Na terça-feira passada, dia 10 de outubro, foi comemorado o Dia Internacional da Saúde Mental. A data, instituída em 1992 pela Federação Mundial de Saúde Mental, busca chamar atenção pública para esse assunto.
Algumas pessoas, quando ouvem falar em “saúde mental” pensam logo em “doença mental”, mas são coisas bem distintas. A Saúde Mental está relacionada à forma como as pessoas reagem às exigências da vida e ao modo como elas lidam com seus desejos, ideias e emoções. Uma pessoa mentalmente saudável compreende que não é perfeita, que todos possuem limites e que não pode ser o que não é. Ela vivencia diariamente uma série de emoções, como alegria, amor, satisfação, tristeza, raiva e frustração. Uma pessoa mentalmente saudável é perfeitamente capaz de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e sabe que tem que procurar ajuda quando tem dificuldade em lidar com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida.
Uma das coisas mais importantes da vida é a nossa saúde mental. Ela é que mantém a nossa vida em equilíbrio e permite que possamos lidar melhor com as dificuldades que a vida nos impõe.
Cuide diariamente da sua saúde mental. Pratique exercícios, faça caminhadas, adquira um hobby salutar. Jogue no celular, no computador, assista a um bom filme, faça palavras cruzadas, qualquer coisa que mantenha o seu cérebro ocupado. Esteja bem consigo mesmo e com os demais à sua volta. Aceite as exigências da vida, pois elas fazem “parte do pacote”. Saiba lidar com as boas emoções, mas não ignore as emoções desagradáveis, pois elas são inerentes às nossas vidas. Reconheça seus limites e, principalmente, busque ajuda sempre que necessário, pois essa é a melhor forma de superarmos as turbulências da vida.

OBS.: Fonte de consulta: Ministério da Saúde

MOMENTOS NA VIDA (Clarice Lispector)
Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar,
porque um belo dia se morre.

CRÔNICA PARA OS AMIGOS (Sérgio Antunes de Freitas)
Meus amigos são todos assim: metade loucura, metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Deles, não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas, angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Louco que se acocora e espera a chegada da lua cheia. Ou que espera o fim da madrugada, só para ver o nascer do Sol.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas próprias injustiças cometidas. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro, quero também a alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade graça, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo e risada só ofereço ao acaso. Portanto, quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia vença.
Não quero amigos adultos, chatos.
Quero-os metade infância, metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto. Velhos, para que nunca tenham pressa.
Meus amigos são todos assim: metade loucura, metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter cor no presente e forma no futuro.

Por Nolfeu Barbosa.