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Museu Pedro Palmeiro cederá peças da Revolução Federalista para filme sobre Gumersindo Saraiva

Na lista estão as lanças, espadas, pistolas e arreios usados por maragatos e pica paus durante o conflito.

13 de Maio de 2019 às 09:32
Espadas fazem parte do acervo. Foto: Divulgação
Espadas fazem parte do acervo. Foto: Divulgação
Nos próximos dias serão feitas na região gravações de um documentário curta-metragem intitulado "Gumersindo Saraiva- A última batalha". A produção cinematográfica vai dramatizar os dois últimos dias de vida do famoso general maragato, nos mesmos cenários onde a sua história foi forjada a bala, lança e pata de cavalo.
 
E o Museu Municipal Pedro Palmeiro vai dar suporte para a produção, disponibilizando ítens de seu acervo que são do período da Revolução Federalista. Conforme o coordenador do Museu, Vanderlei Almeida, serão emprestadas para a produção as lanças, espadas, pistolas e arreios usados por maragatos e pica paus durante o conflito, o que dará verossimilhança à produção.
 
Nesta semana, o produtor Caco Fabrício esteve reunido na Agência de Desenvolvimento de Santiago junto com o articulador Herton Couceiro, o gestor de Cultura Rodrigo Neres, o presidente da Casa do Poeta, Ronaldo Gomes, o coordenador do Museu Vanderlei e também o ator e diretor de teatro Pablo Damian para falar sobre o documentário. E ficou muito feliz com o interesse demonstrado pelo município.
 
"Santiago recebeu nosso projeto de braços abertos e este apoio é imprescindível para realização de nosso documentário sobre os dois últimos dias de vida do mais famoso general maragato. O município está de parabéns ao oferecer uma política de apoio a produção cultural através do resgate histórico da sua região", afirmou o produtor-executivo.
 
Haverá filmagens já no próximo dia 17 de maio para acompanhar uma cavalgada de 50 km, saindo de Capão da Batalha, na localidade de Carovi (Capão do Cipó) e indo até o Cemitério dos Capuchinhos, em Itacurubi. O filme "Gumersindo Saraiva- A última batalha" tem lançamento previsto para agosto deste ano.
 
Sobre o documentário
 
Gumersindo Saraiva foi um líder revolucionário de duas pátrias. Personagem histórico controverso, amado ao extremo por uns e odiado também em máxima intensidade por outros. Sua vida é marcada por grandes e arrojados feitos militares que o tornaram uma figura histórica lendária não só no Brasil e Uruguai, como também no mundo todo ao ser protagonista da terceira maior marcha militar de todos os tempos.

Os registros históricos, desde o momento em que foi mortalmente ferido, no Carovi, até seu primeiro sepultamento no Cemitério dos Capuchinhos, em Itacurubi, mostram divergências e até mesmo desconhecimento de autores  sobre fatos ocorridos nestes dois últimos dias de sua vida e jornada.

Com base em uma intensa pesquisa que compilou e comparou registros de vários autores, chegou-se à rota mais fidedigna do que teria sido o périplo dos líderes federalistas para colocar a salvo seu general comandante, então ferido de morte, e, depois, seu cadáver, que era cobiçado pelos adversários como um troféu de guerra.

Serão 55 quilômetros, por campos, passos de rios e estradas, em meio à linda paisagem das Missões, registrando locais de natureza ainda preservada, bem como pontos históricos por onde passou a marcha original do general revolucionário. 

Nas paradas ao longo do trajeto (almoços e pernoites), serão realizadas tertúlias culturais e musicais, com charlas e pajadas contando episódios pitorescos da Revolução de 1893, que resgatam também a música gaúcha e latino-americana. 

Também durante este trajeto, serão gravados depoimentos de memorialistas, assim como cenas ficcionais que vão contextualizar a época, para contarem a epopeia de uma das maiores e mais famosas marchas militares do mundo e, ainda, reportar com a máxima fidedignidade possível, os dois últimos dias do general maragato.
 

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Fonte: Rádio Santiago.

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