Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, relataram ter encontrado ao menos 50 corpos em uma área de mata na Serra da Misericórdia, após a megaoperação policial realizada na segunda e terça-feira (28 e 29). A ação é considerada a mais letal da história do estado.
Segundo o ativista Raull Santiago, diretor do Instituto Papo Reto, parte dos corpos foi levada durante a madrugada e o início da manhã desta quarta-feira (29) até a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas. De acordo com ele, 37 corpos já estavam no local até o início da manhã, e outros 13 estavam sendo retirados da mata por moradores.
O governador Cláudio Castro (PL) afirmou na terça-feira (28) que a operação conjunta das polícias Civil e Militar, com apoio do Ministério Público do Estado, deixou 64 mortos, entre eles quatro policiais. Ainda não há confirmação se os corpos localizados nesta quarta-feira estão incluídos nesse número ou se se somam às vítimas já contabilizadas, o que poderia elevar consideravelmente o total de mortos.
A operação, que teve como alvo supostos integrantes da facção Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, gerou forte repercussão nacional e internacional. Moradores relatam momentos de pânico, casas atingidas por tiros e escolas fechadas durante os confrontos.
Até o fechamento desta reportagem, a Polícia Militar e a Polícia Civil do Rio de Janeiro não haviam se pronunciado oficialmente sobre os novos relatos de mortes.
O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que a cidade voltou ao estágio 1 de mobilização às 6h desta quarta-feira (29). O tráfego de veículos foi normalizado e os meios de transporte voltaram a operar. Na terça-feira (28), a capital havia entrado em estágio 2, devido às interdições provocadas pelos confrontos em diferentes regiões da cidade.
📷 Foto: Pablo Porciúncula / AFP
📄 Fonte: Correio do Povo
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