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Violência contra a mulher é tema de audiência pública em Santiago

No Brasil em cada 100 mil habitantes, 5,22% das mulheres acabam morrendo em decorrência da violência doméstica.

30 de Novembro de 2019 às 17:58
No RS o percentual é de 4,64%, quase se igualando ao do país. Em Santiago foram registradas somente tentativas. Foto: Ieda Beltrão.
No RS o percentual é de 4,64%, quase se igualando ao do país. Em Santiago foram registradas somente tentativas. Foto: Ieda Beltrão.

A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa realizou ontem à noite audiência pública em Santiago, no auditório Caio Fernando de Abreu para discutir o feminicídio e violência contra a mulher. Representando a comissão estavam os deputados Airton Lima (PL), proponente da audiência, e Dirceu Franciscon (PTB), entre outras autoridades locais.

O deputado Dirceu disse que a ideia é trabalhar a questão do machismo e diminuir os índices de violência praticados contra a mulher.

De acordo com dados divulgados pelo parlamentar até outubro de 2019, no RS já são mais de 30 mil casos de ameaça contra a mulher; 16 mil 828 registros de lesão corporal; 1.350 estupros; 82 casos de feminicídio consumados e 287 feminicídio tentatos.

No Brasil em cada 100 mil habitantes, 5,22% das mulheres acabam morrendo em decorrência da violência doméstica. No RS o percentual é de 4,64%, quase se igualando ao do país. Em Santiago foram registradas somente tentativas.

Dirceu Franciscon disse que na maioria dos casos o fator desencadeante é motivado pelo consumo de droga e álcool. Percebendo o crescimento dos casos de violência contra a mulher em relação ao ano passado, a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa resolveu percorrer o interior do estado, para junto com os municípios tentar diminuir as estatísticas.

Silvia Inês Miron Japp, promotora da Vara Criminal e diretora do Ministério Público em Santiago, disse que a violência contra a mulher, apesar de todos os esforços empreendidos no combate, os índices continuam aumentando. Segundo ela tanto a Lei Maria da Penha como a do Feminicídio tem como pano de fundo a ideia da superioridade masculina.

O evento proporcionou a Brigada Militar, Polícia Civil, Ministério Público, Defensoria Pública, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Câmara de Vereadores e judiciário debater a prevenção e proteção a partir da denúncia de violência e a importância da Lei Maria da Penha para a preservação da vida da mulher, 

Fonte: Rádio Santiago.

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