Coluna: @ Serra gaúcha - Por Oliveira Junior

Receitinha básica!
29 de Março de 2019 às 08:55
É de arrepiar, mas, cinquenta miligramas de óleo poluem acima dos vinte e cinco mil litros de água.
É de arrepiar, mas, cinquenta miligramas de óleo poluem acima dos vinte e cinco mil litros de água.

Achei fenomenal o movimento da Secretaria do Meio Ambiente da terra dos poetas quando essa se articulou para troca de flores por óleo de cozinha, aquele usado e saturado depois das frituras.

Sabe-se que o óleo é bem menos denso que a água. Lançado ao solo, ele permanece na superfície das águas e isso impede a passagem da luz e também do oxigênio, vindo a causar a morte de várias espécies aquáticas, como as algas microscópicas que vivem em rios e mares, sendo que essas produzem oxigênio e dependem da luz para se desenvolverem. Calcula-se que essas algas produzam em torno de 98% do oxigênio da atmosfera terrestre. Bom, bom, não sou professor de biologia, mas tudo isso é a mais pura verdade.

O correto é procurarmos empresas e ONGS especializadas na chamada coletas seletivas, assim como os postos de entrega voluntária para descartar o óleo saturado de maneira certinha.

Esse óleo descartado de maneira correta é utilizado na produção de biodiesel, sabão, tintas a óleo, massa de vidraceiro, e por aí. Isso daí vem a incentivar a preservação de matéria-prima e a reciclagem.

É de arrepiar, mas, cinquenta miligramas de óleo poluem acima dos vinte e cinco mil litros de água. Então tá: Vamos evitar jogar a sobra das tradicionais friturinhas na nossa pia, nos ralos e bueiros, senão, bá, estamos fritos! Receitinha básica para nós humanos.

Direto da serra gaúcha, Oliveira Junior. 

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