Coluna: @ Serra gaúcha - Por Oliveira Junior

A lei é seca mas o trânsito continua matando.
04 de Janeiro de 2019 às 08:56
Um carro ligado na nossa mão,  é como uma arma carregada, engatilhada apontando pra gente; qualquer movimento detona.
Um carro ligado na nossa mão, é como uma arma carregada, engatilhada apontando pra gente; qualquer movimento detona.

A imprensa tem divulgado intensamente a avalanche de acidentes com morte no trânsito, especialmente na época dos feriadões. A grande maioria desses eventos dão muito por conta da imprudência, negligência , imperícia e embriaguez ao volante. O imprudente pratica uma ação precipitada, não usa cautela. O negligente deixa de tomar uma atitude para com determinada situação, agindo com desatenção, sem precaver-se, é indiferente, porque pra ele tanto faz. A imperícia está dizendo tudo, a pessoa não tem perícia, não tem habilidade, quer dizer, age na sorte. E como diz a música do Fernando Mendes- "sorte só tem quem acredita nela", e, aliás, nem sempre a sorte está do nosso lado.

Dirigir embriagado ao volante é tão grave que o legislador criou a Lei 12.760 de 2012, a qual veio aprimorar a redação do artigo 306 do CBT, Código de Trânsito Brasileiro, corrigindo algumas lacunas deixadas pela lei anterior, isto é, a 11.705 de 2008 que até recebeu o cognome de Lei Seca. Como tem sido uma praxe, o Código do Consumidor habitualmente está, sobre o balcão nos estabelecimentos comerciais, assim como pelo menos esse artigo 306 do CBT deveria estar no carro, ou muito próximo de nós motoristas, a fim de decorarmos que isso é uma regra, é um estatuto, é uma lei, e como lei, cumpra-se.

Redijo propositadamente o que preceitua a lei: Art. 306 CBT- Conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência- Pena- Detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão, ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. Como se vê, não é pouca coisa. É aquilo que sempre enfatizo, e sou recorrente nessa frase: Um carro ligado na nossa mão, é como uma arma carregada, engatilhada apontando pra gente; qualquer movimento detona. Se minhas modestas palavras forem úteis, inclusive pra mim, ótimo, valeu a pena.

 

Direto da serra gaúcha, Oliveira Junior.  

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