Coluna: @ Serra gaúcha - Por Oliveira Junior

A vida e suas nuanças
23 de Março de 2018 às 09:31

Galeríssima, aquele salve! Você lembra que recentemente, ou seja, dia 02, escrevi a coluna sob o título- Nossos Direitos Fundamentais? Eu comentei em outras palavras que, a gente vai num passeio, e, no primeiro boteco, lá estamos fazendo check in: ei tiurma, tô aqui de booa! Não é assim? Pois é, nesse simples momento de descontração estou eu quebrando a minha privacidade, aliás, uma cláusula pétrea asseverada pela Constituição da República Federativa do Brasil.

Não vê que agora, nesse 21 de março, não só ouvi , como viralizou a informação sobre crescente desconfiança que ameaça o facebook por escândalo sobre privacidade. Claro, os detalhes você ouviu, sabe com certeza mais do que eu. Alguém se queixou de que o facebook é uma porta aberta à quebra de privacidade do cidadão. Sim, é. Basta eu, você, nós postarmos lá, e pronto! Imediatamente todo o mundo literalmente sabe onde estou, o que estou fazendo, com quem estou etc.

Uma colunista famosa do Rio Grande do Sul externou esse assunto, e justamente usando homogeneamente o que escrevi antes aqui: Onde estão nossos direitos fundamentais, replicou ela? Quando ouvi e li a matéria, obviamente me chamou a atenção! É uma coisa que sempre falo: Muitos de nós não temos mais direitos porque não vamos atrás. Mas muitos de nós jogamos fora nossos direitos pelo simples desconhecimento, e no caso das postagens, porque, primeiro a gente põe o prazer em primeiro plano. Eu conheço pais que tomam extremo cuidado, evitam postar imagens de seus filhos na rede social. E estão certos eles.

Se meus amigos perceberem, de cada dez ou mais postagem que faço no face, lá pelas tantas eu apareço na foto. Questão de princípio, de resguardo. Gosto tão pouco de postar minha imagem, que até já pedi que quando eu me for desse plano, não ponham foto minha em túmulo. Opa, nem túmulo haverá, pois, já fiz em vida a doação do meu corpo para um centro de estudos.

Eu penso que se não tive tantas utilidades em vida usem-me para pesquisa. Acho isso tão comum como doar um rim, um coração e tal. Como veem, quando eu me for, nem foto verão para dizer: Ah esse era o Oliveira! Aquele que era roqueiro, que gostava de cantar, de dançar , e que dizia pra todo mundo: Estou ótimo, divino e maravilhoso! Pessoal, a minha riqueza é a minha saúde, minha família, meus amigos, minha felicidade e meus atos! Pronto, acabei de me expor, não verdade? A vida e nossas nuanças! Bj, até a próxima!

Por: Oliveira Junior 

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