Coluna: @ Serra gaúcha - Por Oliveira Junior

Fatos, atos e a dignidade humana.
11 de Abril de 2020 às 09:52
O fato do coronavírus é inevitável, enquanto os atos têm sido uma guerra feia, afinal, não há guerra bonita!
O fato do coronavírus é inevitável, enquanto os atos têm sido uma guerra feia, afinal, não há guerra bonita!

Habitualmente se diz que devemos separar atos e fatos, só que toda regra tem exceção. Especialmente nos dias atuais, não temos como separar esses dois substantivos, uma vez que estamos assistindo uma quebra de regras. Como assim? Ora, o Covid- 19 é um "fato" totalmente cercado por "atos".
O artigo 5º da Carta Magna, inciso LV, assevera que todos têm "direito ao contraditório e a ampla defesa", isto é, de rebater, se defender, questionar algo que se nos apresentam. Os dois substantivos fatos e atos cabem exatamente dentro do assunto coronavírus que hoje, aliás, circunda o mundo.

Claro, debater, questionar, revidar é um direito legítimo, só que dentro das regras da lei, porque se eu acusar injustamente, estou cometendo um crime e respondo por isso. Ah, eu tenho o "direito de expressão, de livre pensamento", sim tenho, está elencado também no Artigo 5º, inciso IV da Constituição do Brasil. Só que se eu exagerar, transgredir, eu tenho o gravame de pagar pelo dano material, moral ou à imagem.

Os fatos e atos têm se sucedido, se misturado, fazendo um emaranhado sem fim. O fato do coronavírus é inevitável, enquanto os atos têm sido uma guerra feia, afinal, não há guerra bonita! Os atos do bate-boca levando para a seara política estão praticamente tirando o fato principal de cena. Talvez você concorde, ou não!

Declarações daqueles que entendem cientificamente do fato, e os atos lamentáveis de críticas que infundadas ou não, trazem à tona o desrespeito de comuns como eu contra autoridades, e vice versa. Os oportunistas de plantão jogam areia em toda estrada transformando o fato num palco de desacatos, ofensas, com expressões grotescas. Hum, não me vem outro termo.

Como homem formado em "Ciências Jurídicas-Direito, como radialista há mais de trinta anos, jornalista, e professor", assim que ouço tais descontroles, volto-me rapidamente para o Artigo 1º, inciso III da Constituição Federal/88- "Princípio da Dignidade da Pessoa Humana". Como militar que fui na 11ª CIA COM, Santiago, aprendi o respeito às autoridades e com o ser humano em geral. Mas isso eu levei de casa, com os ensinamentos dos meus queridos pais Plínio de Oliveira e Amélia Freitas de Oliveira, e do meu querido pai de criação, ilustre, douto e educadíssimo senhor, José Gonçalves Molina, o seu Molina como é conhecido na terra dos poetas.

Os bons valores, os direitos e deveres, os direitos fundamentais e tantos outros, aprendemos em casa e pra vida. Fico boquiaberto quando homens públicos que ostentam o poder, quebram a barreira da postura, da estirpe, onde trocam farpas "erga omnes", quer dizer contra todos. E nesses momentos eu trago à baila nossos também nobres professores, aos quais eu lhes atribuo serem "a luz divina da educação". Eles me ensinaram também. Deixo meu beijo pra você Elisabete Molina, maninha e professora querida.

Direto da serra gaúcha, Oliveira Junior.  

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