Coluna: COLUNA DO BARBOSA

Acordo ortográfico
10 de Março de 2023 às 09:39
Além dos tradicionais textos para reflexão, Nolfeu Barbosa traz na coluna de hoje algumas dicas de acentuação de palavras conforme o novo acordo ortográfico da língua portuguesa.
Além dos tradicionais textos para reflexão, Nolfeu Barbosa traz na coluna de hoje algumas dicas de acentuação de palavras conforme o novo acordo ortográfico da língua portuguesa.

Desde 1º de janeiro de 2016, o novo acordo ortográfico é o único formato da língua reconhecido no Brasil. O acordo vigora desde 2009, quando o trema da linguiça, o acento das europeias e o hífen do dia a dia desapareceram. Seu objetivo é unificar a nossa escrita com a das demais nações de língua portuguesa: Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Você sabia que a reforma ortográfica ou o Novo Acordo Ortográfico trouxe várias mudanças na Língua Portuguesa, especialmente no que tange às regras de acentuação?

A primeira mudança, nas palavras que perderam o acento, faz menção à retirada desse símbolo dos ditongos abertos éi e ói de todas as palavras paroxítonas. Veja o exemplo abaixo:

Alcatéia – alcateia;
Platéia – plateia;
Andróide – androide;
Bóia – boia;
Jibóia – jiboia;
Apóio (do verbo apoiar) – apoio;
Asteróide – asteroide;
Coréia – Coreia;
Estréia – estreia;
Geléia – geleia;
Idéia – ideia;
Jóia – joia;
Paranóia – paranoia;
Assembléia – assembleia;
Européia – europeia;
Heróico – heroico.

Preste muita atenção, porque essa regra só é válida para as palavras cuja sílaba mais forte é a penúltima, ou seja, as palavras paroxítonas.

As palavras oxítonas que terminam em éu, ói, óis, éis e éus NÃO PERDERAM OS ACENTOS. Veja os exemplos abaixo:

Véu, céu, chapéu, herói, corrói, anéis, papéis, anzóis.

Com a nova reforma ortográfica também ficou decidido que palavras que terminam em “eem” e “oo(s)” não serão mais acentuadas. Ou seja, se antes elas recebiam o acento circunflexo, deverão ser escritas sem esse símbolo. Quer alguns exemplos? Vamos lá:

Abençôo – abençoo;
Pêlo – pelo;
Crêem (do verbo crer) – creem;
Dôo (do verbo doar) – doo;
Enjôo – enjoo;
Perdôo (do verbo perdoar) – perdoo;
Vêem (do verbo ver) – veem;
Magôo – magoo;
Dêem – deem;
Vêem – veem;
Relêem – releem;
Prevêem (do berbo prever) – preveem.

Prestando bastante atenção nessas regras, você não terá dúvidas na hora em que for escrever essas palavras.


ESPERANÇA (Mário Quintana)
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E... ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
- Como é o teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá (É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
- O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…


A CANECA (Autor desconhecido)
Tu vais andando pela rua com a tua caneca de café na mão… E, de repente, alguém te empurra fazendo com que tu derrames café por todo o lado. Por que tu derramaste o café?
- Porque alguém me empurrou! (Essa é a resposta mais comum.)
Mas é uma resposta errada! Derramaste o café porque tu tinhas café na caneca. Se tu tivesses chá, tu terias derramado chá.
O que tu tiveres na caneca é o que vai se derramar.
Portanto, quando a vida te sacode, tu vais derramar o que tiveres dentro de ti.
Tu podes ir pela vida fingindo que a tua caneca é cheia de virtudes, mas quando a vida te empurrar, tu vais derramar o que na verdade existir no teu interior. Sempre sai a verdade à luz. Então, terás que perguntar a ti mesmo:
“O que há dentro da minha caneca? Quando a vida ficar difícil, o que eu vou derramar? Alegria, agradecimento, paz, bondade, humildade? Ou raiva, amargura e palavras duras?”
Tu escolhes! Trabalha em encher a tua caneca com gratidão, perdão, amor, alegria. Palavras positivas e amáveis, como generosidade e amor pelas demais pessoas. Tu és responsável pelo que estiver na tua caneca.
E olha que a vida sacode. Às vezes sacode forte.
E sacode mais vezes do que podemos imaginar…

Por Nolfeu Barbosa.

 

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